
Os dados foram obtidos , via Lei de Acesso a informação.
A maior queda percentual foi no exterior –queda de 51,6% em 1 ano. Essa baixa, no entanto, não significa necessariamente demissões. Isso porque a estatal passou a adotar como estratégia o fechamento de escritórios fora do Brasil, realocando vários servidores.
Tem que cortar isso aí
A redução no quadro de funcionários da estatal teve início em 2014, último ano de Graça Foster no comando da Petrobras. Naquele período, a companhia foi sucumbida pela queda nos preços internacionais do petróleo e passou a ser alvo de investigações da operação Lava Jato. O ritmo de queda de colaboradores se manteve nas gestões posteriores. De 2017 para 2018, houve aumento de 1% no efetivo, mas o número voltou a cair em 2019.Segundo dados fornecidos pela companhia, a empresa perdeu 28.212 empregados desde o fim de 2013. O número atual de colaboradores é menor do que há 10 anos.
O corte de pessoal nos últimos anos foi possível por meio da implementação de planos de incentivo ao desligamento voluntário. A Petrobras controladora realizou 3 desses programas apenas em 2019. A companhia afirma que essas iniciativas têm o objetivo de tornar a empresa mais sustentável, com uma “gestão eficiente de pessoal”.
Eis os públicos-alvos de enxugamentos em 2019:
- 1º PDV de 2019 – destinou-se aos aposentados pelo INSS até junho de 2020;
- 2º PDV de 2019 – direcionado aos empregados das unidades em processo de desinvestimento;
- 3º PDV de 2019 – voltado para o segmento corporativo.
A Petrobras ainda não fechou os resultados financeiros de 2019. Mas até o 3º trimestre registrou lucro líquido de R$ 32 bilhões, frente a R$ 23,7 bilhões no mesmo período do ano anterior.