A campanha eleitoral de 2026 está transformando as redes sociais em um verdadeiro campo de batalha e o uso de perfis falsos, inteligência artificial e conteúdos manipulados já chegou ao Tribunal Superior Eleitoral.

No entorno da candidatura de Flávio Bolsonaro, surgiram denúncias envolvendo o uso de inteligência artificial e conteúdos sintéticos. A Federação Brasil da Esperança chegou a pedir ao TSE investigação sobre uma suposta rede estruturada por apoiadores do senador para disseminar deepfakes contra Lula.

Também chamou atenção o uso de um deepfake de Jair Bolsonaro durante o lançamento da candidatura de Flávio. O vídeo simulava a imagem e a voz do ex-presidente, que posteriormente negou ter autorizado a gravação.

Mas a guerra digital não ocorre apenas de um lado. O próprio PL levou ao TSE uma denúncia sobre dezenas de perfis que, segundo a legenda, seriam falsos e estariam sendo utilizados para atacar Flávio Bolsonaro.

O problema é maior do que a disputa entre candidatos: quando robôs, perfis falsos e vídeos produzidos por IA passam a fabricar uma realidade para influenciar o eleitor, a democracia inteira é afetada.

A pergunta que precisa ser respondida é simples:

Quem está por trás dessas redes? Quem financia? Quem produz o conteúdo? E quem se beneficia da manipulação do debate eleitoral?

Em uma eleição, crítica política é legítima.
Fake news, perfis falsos e manipulação artificial do eleitorado precisam ser investigados e responsabilizados quando comprovados.

A disputa deve acontecer nas urnas — não através de uma realidade fabricada por bots e inteligência artificial.

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