O governo de Donald Trump voltou a mirar o Brasil ao criticar o funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. Em relatório divulgado nesta terça-feira (31), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirma que o modelo brasileiro pode prejudicar empresas americanas, especialmente as gigantes do setor de cartões.
O documento dedicado ao Brasil tem oito páginas e reforça pontos já levantados na chamada Seção 301, investigação conduzida pelo próprio USTR e que está em fase final. O processo pode resultar na imposição de tarifas específicas sobre produtos brasileiros.,
Segundo o relatório, há preocupações de que o Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema, o que poderia afetar a concorrência no mercado de pagamentos eletrônicos. O USTR também destaca que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix , o que, na visão americana, pode limitar o espaço de atuação de empresas estrangeiras.
Além do sistema de pagamentos, o relatório também faz críticas a regras tributárias e comerciais adotadas pelo Brasil. Um dos pontos citados é a taxa linear de 60% aplicada sobre encomendas expressas importadas via processo de desembaraço aduaneiro simplificado, com limite anual de cerca de R$ 500 mil por importador.
O documento menciona ainda restrições impostas pela Receita Federal do Brasil, como o valor máximo de aproximadamente R$ 50 mil para exportações e R$ 15 mil para importações nesse tipo de operação.
Outro trecho do relatório chama atenção para a Rua 25 de Março. A área foi citada na Revisão de Mercados Notórios por Falsificação e Pirataria de 2025 , documento que lista locais associados à venda de produtos falsificados.
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva, defende nesta quinta-feira (02) o Pix e afirma que o país não pretende alterar o modelo.



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