Israel diz ter atacado 300 alvos do Hamas em operação por terra

 


As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram ter atacado 300  alvos ligados ao Hamas nas áreas ao redor da  Faixa de Gaza. Nesta terça-feira (31), os militares ainda divulgaram um vídeo mostrando a atuação das tropas dentro do enclave, na  operação terrestre que vendo sendo expandida nos últimos dias.

Nas imagens, é possível ouvir tiros, explosões e construções destruídas por bombardeios.

"Durante as operações terrestres das forças, os soldados tiveram vários confrontos com células terroristas que dispararam mísseis antitanque e tiros de metralhadoras contra eles", disse as FDI.

Os militares também afirmaram, em comunicado, que as tropas que fazem a operação por terra mataram membros do grupo extremista islâmico e direcionaram as forças aéreas para alvos do Hamas.

O Hamas já havia informado sobre o conflito por terra nesta terça e disse que uma de suas brigadas armadas lançou mísseis antitanque contra as forças de Israel, veículos militares e soldados com metralhadoras.

Os 300 alvos do Hamas atingidos nas últimas horas, segundo os militares israelenses, foram atacadas por todas as forças de combate combinadas do país. Entre os alvos dos bombardeios estão mísseis antitanque, postos de lançamento de foguetes, complexos militares e túneis subterrâneos, segundo os militares.

Além disso, Nasim Abu Ajina, um comandante da Brigada do Norte do Hamas, foi executado nos bombardeios, de acordo com os israelenses. Ele teria sido o responsável por coordenar os ataques no sul de Israel  em 7 de outubro, quando o grupo extremista atacou o país de surpresa, aumentando as tensões na região.

Nessa segunda (30), o  primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou qualquer possibilidade de interromper os bombardeios na Faixa de Gaza.

"Pedir por um cessar-fogo é pedir para Israel se render ao Hamas, se render ao terrorismo, se render à barbárie. Isso não vai acontecer. Senhoras e senhores, a Bíblia diz que há o tempo de paz e o tempo de guerra. Esse é o tempo da guerra", disse.

Na última sexta (27), a  Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, por ampla maioria, uma resolução que determina o cessar-fogo imediato.

 

 

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