Dólar ultrapassa R$ 4,18 e atinge 2º maior valor desde a criação do real

 

O dólar comercial teve alta de (0,28%) e fechou a 4ª feira (13.nov.2019) vendido a R$ 4,187, o 2º maior valor desde a criação do real. O valor nominal só é menor que a cotação de R$ 4,196, registrada em 13 de setembro de 2018.

O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia em queda de 0,71%, aos 105.993 pontos. Foi o 2º dia seguido de queda. Nessa 3ª feira (12.nov.2019), a bolsa havia recuado 1,5%. Com a nova queda, o indicador caiu para o menor nível desde 18 de outubro.
A alta da moeda norte-americana acontece em meio à desaceleração das negociações comerciais entre China e Estados Unidos, uma vez que o governo chinês resiste a aceitar pedido de aumentar as compras de produtos agrícolas dos norte-americanos. Também afetou o valor do dólar as turbulências políticas em países da América Latina, em especial Chile e Bolívia, o que pressiona investidores estrangeiros.
O dólar operou em alta durante todo o dia, mas firmou-se acima de R$ 4,18 a partir do início da tarde, até fechar próxima da máxima do dia. A moeda acumula valorização de 4,43% no mês.
A consultoria XP destaca que a queda na bolsa tem relação com a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que, caso não se concretize o acordo comercial com a China, os EUA aumentarão as tarifas sobre as importações chinesas. Também pesa no humor dos investidores a frustração com o adiamento do anúncio de nova tarifação a peças e automóveis importados da União Europeia.